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10 termos do mercado financeiro mais usados

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Determinadas palavras, como liquidez, ativos e mercado primário, são alguns dos exemplos de termos do mercado financeiro. No entanto, muitos dos iniciantes que desejam ingressar nesse segmento têm dúvidas quanto ao significado dessas palavras.

Não é raro encontrar pessoas, por exemplo, que entram em contato com os analistas de suas corretoras e ouvem-nos dizendo essas expressões sem entender absolutamente nada. Porém, é praticamente impossível tentar ter sucesso no mercado financeiro sem conhecer essa espécie de “dialeto” restrito dos profissionais da área.

Pensando nisso, resolvemos apresentar um guia com os principais termos relacionados para que você não fique mais perdido. Confira!

1. Liquidez

A liquidez é entendida como o tempo que demora para que uma aplicação possa ser transformada em dinheiro na conta do investidor. Ou seja, representa em quantos dias você pode sacar o valor aplicado e a rentabilidade obtida. Dependendo do mercado, ela também pode ser compreendida como o volume de negociação em cada faixa de preços de um ativo.

Por exemplo, imagine que você deseja comprar 100 ações de uma determinada empresa no nível de preço de R$ 10. Porém, suponhamos que, nessa faixa, existem apenas 30 papéis disponíveis, logo, a liquidez não será suficiente para suprir a sua necessidade de ações nessa média de preço.

2. Ativos

Os ativos são todos os elementos comercializados no mercado financeiro. Ações, opções, CDB, Tesouro Direto, dólar futuro, commodities etc. são todos exemplos de ativos que existem no universo dos investimentos.

Eles são divididos em duas grandes classes, que são os de renda fixa e variável, sobre as quais discorreremos com mais detalhes em outro tópico deste artigo.

3. Volatilidade

A volatilidade significa a velocidade com que os preços se movimentam ao longo de um dia. Geralmente, ela existe com mais frequência nos ativos comercializados na Bolsa de Valores, especialmente nas ações e no mercado futuro.

Quando alguém diz que a volatilidade de um determinado ativo está muito alta, isso significa que os seus preços estão oscilando rapidamente. Ou seja, indo e voltando a patamares de máximas e mínimas em poucos minutos.

A volatilidade, no entanto, não é ruim. Muitos profissionais do mercado financeiro ganham dinheiro, justamente, com essa variação rápida que acontece nos preços.

4. Mercado primário e secundário

O mercado primário é aquele que lida com a emissão de novos ativos financeiros por meio de organizações que têm o desejo ou o objetivo de levantar fundos na Bolsa de Valores. Por outro lado, o mercado secundário é aquele em que o ativo financeiro que passou a existir primário passa a ser negociado entre outros investidores que trocam entre si a sua propriedade.

5. Selic

A Selic é a taxa de juros básica da nossa economia. Ela serve como indexador de diversos investimentos de renda fixa e determina outras questões relacionadas à macroeconomia nacional.

Esse termo ganhou muito destaque na mídia nos últimos anos graças aos cortes frequentes que foram promovidos nas reuniões do COPOM — um grupo formado pelo presidente do Banco Central e por diretores que, periodicamente, definem o valor da taxa de juros, entre outros pontos importantes da nossa economia —, que fizeram com que ela chegasse a patamares mínimos nunca antes registrados em nosso país.

Além de ter uma atuação marcante no mercado financeiro, especialmente nos ativos de renda fixa, a Selic também é importante para definir alguns critérios de financiamentos e empréstimos realizados por bancos públicos e até mesmo por algumas instituições financeiras privadas.

6. Renda fixa e variável

A renda fixa é composta de investimentos que geram uma rentabilidade que é conhecida pelo investidor no momento em que ele faz uma aplicação. São exemplos:

  • Certificado de Depósito Bancário (CDB);
  • Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA);
  • Tesouro Direto, entre outros.

Diferentemente desses exemplos, temos a renda variável, que abrange uma classe de ativos em que o investidor não consegue saber quanto o seu capital vai render ao final de um período. Geralmente, essa modalidade de aplicação está atrelada a um risco elevado, porém, existe a possibilidade de ganhos consideravelmente maiores que os anteriores.

7. Commodities

As commodities são produtos considerados matérias-primas ou itens de grande consumo pela maior parte da população mundial. Muitas pessoas não sabem, mas o preço deles é negociado na Bolsa de Valores por meio de ativos que fazem parte do mercado futuro.

São exemplos de commodities:

  • soja;
  • feijão;
  • ouro;
  • petróleo, entre outros.

8. Day Trade e Swing Trade

Day Trade é o nome dado para operações com ativos de renda variável que duram um curtíssimo espaço de tempo, começando e finalizando dentro de um mesmo dia. O Swing Trade, por outro lado, costuma ter uma duração maior.

Conceitualmente, sempre que uma operação durar mais que um dia, ela será considerada Swing Trade. Porém, os profissionais desse segmento, geralmente, costumam estender um pouco mais as suas posições, demorando alguns dias ou semanas para realizar o lucro ou o prejuízo.

Esses dois conceitos são exemplos de modalidades operacionais que utilizam a volatilidade do mercado para tentar rentabilizar um capital de forma rápida. Estamos tratando de um modelo operacional mais complexo e que demanda muita experiência, tecnologia de ponta e um perfil de investidor adequado.

9. Call e Put

Call e Put são dois conceitos utilizados dentro do mercado de opções. Call é definido como uma opção de compra. Por outro lado, Put significa uma opção de venda. Esses elementos devem ser essencialmente conhecidos por pessoas que desejam atuar no lucrativo mercado de opções.

10. Custódia

Para finalizar este artigo, temos a custódia. Ela pode ser definida como a atividade de guardar títulos e valores depositados em nome de um investidor. Esse trabalho é feito pelas centrais de custódia, que são instituições privadas autorizadas pelo Banco Central do Brasil para executar esse tipo de atividade.

Assim que o investidor se cadastra na Bolsa de Valores, ele recebe um código que contém o seu número de identificação na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Por fim, é importante mencionar que vale a pena ter ao seu lado um profissional do universo dos investimentos que entende esses e outros termos do mercado financeiro e que pode ajudá-lo a decifrar eventuais conceitos que ainda não ficaram tão claros em sua mente.

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